
Goodbye 2010

between us
—O que foi?
—Você.
—O que tem eu?
—Eu; tenho você.
—E por que tu me tens?
—Te olhar, te ouvir. Sentir sua existência, refletindo a minha.
—O que tu vê?
—Como a luz te reflete.
—O que tu ouve?
—Soluções para os problemas que eu não tinha.
—O que tu sente?
—Nossa distância. Que a distância entre o céu e a terra é muito maior do que o horizonte faz parecer.
—Mas eu quero percorrer a distância.
—Opostos foram feitos para viverem separados.
—Se fosse eles não atrairiam um ao outro.
—Você faz tudo parecer possível.
—É impossível até que alguém o faça.
—Sabe o que é realmente impossível?
—…
—Ouvir-te sem crer.
Um Cappuccino faz Milagres
Essa bebida milagrosa é pra mim sinônimo de felicidade e comemoração. Quer comemorar algo de noite: Champagne. De dia: Cappuccino. Sei lá, é um conceito que construí.
Abençoado seja ou tenha sido o responsável por tal receita. Da qual eu não vou falar, não vou dar receita nenhuma aqui, não me sinto qualificado para tal. Nem me sentiria qualificado para reproduzir essa receita em minha casa, e você também não deveria. Ela requer um ambiente adequado, com uma decoração adequada que só um bom Café Pub possui.
Eu quando tomei meu primeiro Cappuccino, estava não triste, mas intrigado. Mas depois passou. Talvez por isso eu o associo à felicidade. Outro dia, numa manhã, era cedo e eu já sentia que o dia ia ser longo. E de fato, foi um dia cheio. Nessa manhã eu comprei um outro Cappuccino porque eu merecia começar bem o dia. Foi um ótimo dia.
O Cappuccino, em si, não faz milagre algum. É você quem faz. É só acreditar. Mas uma coisa eu garanto: impossível não acreditar na vida depois dessa dose de esperança cafeínica.
Recomendo.